Em entrevista exclusiva ao jornalista Jorge Grimberg para Estado de S. Paulo, o ator Ryan Reynolds falou de moda, estilo de vida, comportamento, sobre o desejo de conhecer o Brasil e sobre família no lançamento da nova linha de relógios da marca suíça Piaget, em Nova York, da qual é embaixador global. Confiram!

Você foi eleito o homem mais estiloso do mundo por uma publicação americana. Como define seu estilo?

Gosto muito de roupas clássicas, como um terno black-tie, que uso quando tenho um evento importante, tipo a cerimônia do Oscar ou Globo de Ouro. Eu nunca concorri (risos), mas já apresentei prêmios em algumas ocasiões. Gosto de escolher algo clássico e dar um toque pessoal. Para homens, é mais difícil porque um evento black tie é black tie. Eu sempre tento inserir cor de alguma forma, mas temos poucas opções para escolher.

Você conta com a ajuda de um stylist?

Não sempre. Eu gosto de moda. Quando estou viajando em turnês de divulgação de filmes, tenho uma stylist, mas no dia-a-dia e para eventos não tenho ninguém que me ajuda. É uma parte legal do trabalho. Eu adoro.

Você tem alguma regra de estilo? Não vemos você usando muitas estampas ou cores fortes, por exemplo.

Não tenho regras. Uso estampas, sim, em camisas de verão, por exemplo. Eu quero poder olhar para as imagens daqui dez anos e não achar horrível. Por isso, prefiro um estilo mais clássico, mas não tenho limites. Usaria uma camiseta pink se achasse que ficou legal.

Há tantas novas referências na moda masculina, como os cantores Drake e Justin Bieber e designers de moda internacionais, que trazem novas tendências a cada estação. Como você consegue se manter tão fiel ao seu estilo e não se envolver com toda a avalanche de informações?

Claro que me influencio! Quando vejo um cantor usando um chapéu, acho o máximo, mas não tem a ver comigo. Os músicos têm mais liberdade nesse sentido. Eu quero poder ter minha assinatura. Uso como referências para ícones antigos, como Jimmy Stewart e Cary Grant. O estilo deles dura. Eu olho para eles em filmes de 50 anos atrás e penso: ‘eu usaria isso hoje’.

Se você tivesse que fazer as malas para uma viagem de cinco dias ao Brasil, o que levaria na mala?

Levaria uma mala de mão com shorts da marca Olear Brown, por exemplo, e levaria um terno para uma noite com a minha mulher. Sempre que viajamos gosto de me arrumar e sair para jantar. Nós não nos vestimos somente para os outros. Nós nos vestimos um para o outro. Ela ama se arrumar e eu também. Além disso, levaria apenas camisetas e peças básicas. Nunca fui ao Brasil, olha que vergonha! Já viajei o mundo e sei que o Brasil é um dos lugares mais divertidos do planeta, mas ainda não fui.

Ser elegante é algo que aparenta ser natural para você. Há peças que não usaria?

Não gosto muito de shorts e bermudas. Apenas para nadar. Nunca usaria bermuda cargo. Eu vejo os caras usando, me parece confortável, mas não é pra mim. No verão, prefiro calças de linho leves, por exemplo. Quando eu era mais jovem, fiz tatuagens na perna e prefiro não mostrá-las! (risos)

Você agora é embaixador de uma marca de quase 150 anos. Como você incorpora a tradição no seu estilo de vida hoje?

Essas são coisas importantes. Sou um homem de família. Gosto de ter peças que foram importantes na vida do meu avô, por exemplo. Tenho um capacete e um relógio dele. Normalmente gosto de ficar com uma peça dos membros da minha família depois que eles se vão. Tudo que é atemporal e elegante, para mim, é muito importante. Tento colocar um toque disso em tudo que eu faço publicamente. Em casa eu usaria pijamas por dois dias! (risos) Mas na imagem que o mundo vê, gosto de embutir esses valores na minha rotina.

Fonte: emais

Postado por Amanda em 22.07.2016
Arquivado em: Entrevistas
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